Entrevista com Oriol Puertas


Oriol Puertas é consultor da Specialisterne.
No dia 2 de abril (Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo) de 2015, Oriol foi entrevistado por um meio de comunicação e quis compartilhar aqui, integralmente, a sua entrevista.


 

Meu nome é Oriol, nasci em Barcelona há 46 anos e há 7 anos, descobri que tenho características relacionadas ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Como você conheceu a Specialisterne?

No verão de 2013, vi um comunicado no ‘Autismo Diário’, onde a Specialisterne foi mencionada em um fórum sobre TEA e senti vontade de buscar informação.

O que você aprendeu no treinamento na Specialisterne?

Adquiri, principalmente, novas habilidades em informática, Princípios Básicos de Programação e Testes de Software, além de conhecer um grupo de colegas fantástico, com os quais aprendi muito, especialmente ao descobrir que cada um tem suas próprias habilidades.

Em que consiste o seu trabalho e quais as suas tarefas?

Tenho realizado várias tarefas, entre as quais a Revisão de Imagens, à qual tenho me dedicado há um longo tempo e que é uma etapa intermediária no processo de Digitalização e Arquivamento de Documentos. Consiste em comparar uma imagem ou uma série de imagens digitalizadas com o documento ou série de documentos reais e os possíveis erros.

Há quanto tempo você trabalha na Specialisterne e como está sendo a experiência?

Trabalho há 6 meses e, em quase trinta anos de experiência de trabalho, esta está sendo única.

Em que consiste a figura do Tutor?

O Tutor, ou neste caso ‘tutora’, é uma intermediária fundamental para mim entre a empresa e o meu trabalho. Com ela posso solucionar, de maneira satisfatória a todos, todas as dúvidas referentes ao trabalho de forma geral ou específica. Ela me ajuda a centralizar o caminho para resolver cada situação, uma vez que normalmente não sei ao certo como fazê-lo ou qual a pessoa mais adequada a quem me dirigir. Isto pode parecer pouco, no entanto, para mim, é a chave para que eu possa manter um emprego, já que geralmente não me encaixava no mundo habitual do trabalho.

As pessoas com TEA têm grande capacidade de concentração e são muito detalhistas… Como você aplica isto no trabalho?

No meu caso, a concentração pode chegar aos extremos: por um lado, posso concentrar-me muito bem, se as condições do ambiente forem ótimas; por outro, minha concentração torna-se demasiadamente difícil em outros ambientes considerados normais, mas que, para mim, devido à hipersensibilidade, são irritantes.
Assim, tenho que saber quais são as causas para buscar as soluções. Por exemplo, o som de um ambiente pode me dificultar o trabalho ao ponto de me paralisar por completo, porém posso compensá-lo com tampões de ouvido.
Quanto à atenção aos detalhes, admito que tenho “facilidade” para detectar erros em diferentes áreas (que, por vezes, tende a ser quase “intolerância”!)
Desta forma, os objetivos são buscar o equilíbrio entre este rigor e a velocidade para fazer com que o tempo utilizado seja o adequado, além de focar e limitar muito bem e constantemente no âmbito da tarefa a realizar, com a ajuda decisiva do Tutor.

De que forma você acredita contribuir como consultor frente aos demais?

Isto somente as outras pessoas podem dizer.
O que posso afirmar é que levo meu trabalho a sério , com um rigor que o tutor me ajuda a definir ao início de cada nova tarefa, como eu disse. E que, por exemplo, em todas as tarefas, inclusive naquelas que a princípio possam parecer menos interessantes, procuro buscar e encontrar a melhor forma de atuação, instintivamente, chegando a um resultado final interessante.
Normalmente, tenho autocontrole em relação ao rendimento e gosto de ir melhorando sempre.

O que você aprendeu graças ao trabalho na Specialisterne?

Além de várias habilidades de trabalho em testes de Software, Monitoramento de Sistemas e Documentação, aprendi muitas coisas sobre os outros e sobre mim.
Sobre os meus colegas de trabalho é muito instrutivo descobrir que cada pessoa, refiro-me a todas, têm diferentes capacidades, cada um sendo único. Também aprendi como funciona cada grupo de trabalho, dentro dos quais há uma espécie de autoregulação, quando as pessoas são dispostas e se dedicam ao que sabem fazer bem.
Conheci também, tanto na Specialisterne como nas empresas onde trabalhei, pessoas fantásticas, com as quais é um prazer trabalhar e que transmitem firmeza no trabalho bem feito.
Sobre mim, aprendi várias coisas que não sabia: coisas negativas, como a dificuldade de concentração em ambientes barulhentos e também como corrigi-la e torná-la positiva, como por exemplo, a minha obsessão pelos detalhes resultar em algo útil.
Muitas vezes, volto para casa com a sensação de satisfação pelo trabalho bem feito e, muito especialmente, de que posso oferecer o que a empresa busca.

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